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Entrevista com... Pedras Realizada em 2009-07-25

Chegou a ser uma das maiores promessas lusas para a posição tradicionalmente carenciada de avançado centro, um talento em potência à espera de explodir nos maiores palcos nacionais. Um dos mais emblemáticos Bebés do Mar em actividade, há muito que Pedras deixou Matosinhos para procurar o sucesso noutras paragens, construindo um rasto de golos no seu caminho. No entanto, por um conjunto variado de factores nunca chegou a pisar o relvado de uma primeira liga. Perto de somar a sua primeira experiência no estrangeiro ao serviço dos cipriotas do Olympiakos Nicosia, o poderoso goleador fala da sua carreira ao ForaDeJogo.net:


  • O nome de guerra de Pedras vem de onde?
  • Esse nome vem de uma novela brasileira que passou em 86. Havia um menino muito parecido comigo que se chamava Zeca Pedras. O meu pai começou a chamar-me e como tenho um café os clientes todos também chamavam. Depois fui para o Leixões e como havia já um Sérgio e os meus colegas de escola que já me tratavam por Pedrinhas, o treinador perguntou-me se não me importava que me tratassem assim e eu disse-lhe que até perferia, e assim ficou...

  • Porquê a obcessão pelo número 7?
  • Eu não tenho essa obcessão. Comecei a gostar porque no Leixões o director desportivo que ja tinha sido jogador e jogava com o 7 queria que eu jogasse com o numero dele e desde então quis sempre jogar com essse numero, só isso...

  • Não é para dar vantagem aos oponentes, mas quais os seus pontos fortes e as suas fraquezas?
  • Os meus pontos fortes acho que são estes: forte no contacto fisico, bom técnicamente, forte em bolas paradas, um bom jogo aéreo e sou bom finalizador; as minhas fraquezas: tenho uma muito importante no futebol de hoje, que é ser baixo, não sou um jogador explosivo apesar de ser rápido e tenho uma caracteristica muito má que é ser ansioso, o que me prejudica muito...


  • Lembra-se de quando e porquê decidiu praticar futebol num clube?
  • Lembro perfeitamente...eu já andava a pedir à minha mãe. Ela não me deixava ir treinar para o Leixões porque tinha lá muitos colegas de escola e eu só queria jogar futebol. Um dia fui ver o treino do meu primo com o meu tio (na altura ele era junior e foi treinar aos seniores). Estava lá a jogar com os meus colegas antes do treino deles e entretanto o treinador chegou e ficou a olhar por momentos para nós... veio ter comigo e perguntou-me se eu já jogava em algum clube, eu disse-lhe que não e que queria jogar no Leixões só que a minha mãe não me deixava, então ele e mais o meu tio foram falar com ela para me dexar ir. Ela deixou e foi um dos dias mais feliz da minha vida...

  • Preferências clubísticas: que emblema o faz vibrar?
  • O F.C. Porto, Leixões e também comecei a gostar do Vianense; mas os clubes que me fazem vibrar são sem dúvida os dois primeiros. Talvez mais o Porto.

  • Todos temos um pouco de treinador de bancada. Se fosse seleccionador nacional, que onze escolhia?
  • Na baliza: Beto... na defesa: Bosingwa; Bruno Alves; Pepe; Duda... no meio-campo: Raul Meireles; Deco; Manuel Fernandes... na frente era facil: Cristiano Ronaldo; Danny e Liedson... dava para jogar de várias maneiras...

  • Ídolos e referências, todo o jogador e adepto tem algum. Quem o inspira?
  • O Romário e o fenómeno Ronaldo.

  • Algum jogo na sua carreira que se destaque, em termos individuais ou colectivos?
  • No Leixões quando subimos de divisão, ganhamos 2-0 e eu fiz o primeiro (vs Freamunde, em 2002/2003).

    FC Porto

  • Como se deu o salto para o FC Porto?
  • Fui para o Porto em 1995. Nesse ano no Leixões fui o melhor marcador desse escalão, e era também capitão da Selecção da Associação da Porto. Como o FC Porto andava nesse ano a reformular as camadas jovens eu fiz parte desse lote de jogadores.

  • Vinha então do Leixões, onde iniciara a formação. Mesmo a esse nível (camadas jovens) notou-se a diferença entre os emblemas?
  • Claro que sim. A maior diferença é que no Porto os atletas mesmo nessa idade começam já a ter pressão para ganhar títulos.

  • Como descreve a experiência?
  • Foi muito boa, porque além de se treinar com os nossos ídolos vai-se a torneios importantes, jogar contra as equipas grandes da Europa, e pelo meio conhece-se pessoas influentes do nosso futebol.

  • Cruzou-se com atletas em ascensão como Postiga, Tonel, Ricardo Costa, Cândido Costa. Sente que podia ter atingido o mesmo nível que estes?
  • Eu acho que sim, mas infelizmente não me surgiu as oportunidades que eles tiveram.

  • Marcou 12 golos, uma marca positiva e que o colocou como melhor marcador de equipa; e durante a sua estadia nos Dragões chegou a treinar com os séniores. Mesmo assim deixaram-no partir?
  • É verdade. O Porto nessa altura fez um protocolo com o Leixões. Para ir buscar jogadores a cada um dos escalões, eu tinha que regressar ao Leixões.

    Leixões

  • Regressou então ao Leixões e já como sénior iniciaria uma segunda passagem que marcaria a sua carreira. Foi nesta altura que foi chamado aos sub-21... Infelizmente essa oportunidade não teve seguimento. Algum motivo que consiga apontar, ou Agostinho Oliveira simplesmente virou-se para outros jogadores?
  • Não teve nada a haver com o Mister Agostinho Oliveira. Fui chamado e joguei contra a Turquia e correu muito bem. Quando acabou o jogo o Mister disse a todos que: "o único que sabe que está convocado é o Pedras". Quando saiu a convocatória seguinte eu magoei-me no joelho e tive de ser operado. Foi essa a razão pela qual não voltei.

  • Por falar na Selecção, como vê o estado actual da equipa de todos nós?
  • Vejo-a com grande margem de progressão. Eu gosto do Selecionador actual, só que não está a ter a sorte de ter a equipa a marcar golos.

  • Que recorda da memorável campanha na Taça de Portugal de Portugal de 2001/2002?
  • Logo no primeiro jogo: estava marcado para as 14:30 e nós pensávamos que estava para as 15 horas. Chegamos tarde, almoçamos tarde e durante o jogo houve colegas que vomitaram e tivemos dificuldades em vencer o Pevidém, equipa do mesmo escalão. A partir daí todos os outros jogos foram com equipas sempre de escalão superior. Com o Chaves (na altura estava em 2º ou 3º da Honra) fomos superiores e só marcamos no último minuto de prolongamento. Com o Varzim na Póvoa (estava em 4º lugar na Superliga) foi considerado o jogo do ano pela SportTv, também só houve golos no prolongamento. Depois em nossa casa foi um jogo com um sentido só, que era a baliza do Varzim. De seguida jogamos com o Moreirense (também da Honra e estava em 1º, foi no ano que subiu) também fomos a prolongamento e marcamos nos últimos minutos. Ficamos isentos de seguida, que esse foi o nosso melhor adversário, e passamos logo para os 4º de final. Veio o Portimonense (estava a lutar para subir e não subiu na última jornada), perdeu e foi envergonhado pelo resultado. Em Braga foi aquele jogo momumental que se viu.

    Na Final fomos sem nada a perder. Ainda íamos fazer uma gracinha ao Sporting, mas o sr. árbito (Olegário Benquerença) não deu cartão vermelho logo no ínicio ao André Cruz. A história do jogo ficava diferente; tanto podia dar para o Sporting como podia dar para nós, mas nós jogariamos com mais um elemento. Passou-se assim a campanha da Taça.

  • Na UEFA em 02/03 o Leixões mesmo na 2ªB ainda derrubou o vice-campeão Macedónio, o FK Belasica, e chegou mesmo a vencer o poderoso PAOK em Matosinhos, baqueando depois em Salónica (onde se não me engano o Pedras marcou o único golo Leixonense). Sentiu que os adversários encararam o Leixões com alguma sobranceria, ou as boas prestações foram pura e exclusivamente mérito dos Matosinhenses?
  • O Leixões teve mérito nos jogos que fez, com o Belasica (em nossa casa) foi difícil, como também o foi na Macedónia, eles jogaram os 2 jogos para ganhar. O PAOK é que veio ser surpreendido cá, porque veio jogar com alguns reservas, e até teve sorte no resultado. Falhámos muitas oportunidades de golo na cara do guarda-redes e com a baliza aberta. Mas depois na Grécia foram extremamente fortes e só eles é que podiam seguir em frente.

  • Que tal a experiência de jogar e marcar para as competições Europeias?
  • Marcar um golo é sempre bom, mas marcar nas Competições Europeias melhor é, faz-nos sentir jogador de top.


  • Ainda hoje, meia década após ter partido, quando se fala do Pedras as pessoas associam-no imediatamente ao Leixões. Incomoda-o ou agrada-lhe?
  • Fico contente porque assim quer dizer que deixei a minha marca, não fui indiferente, não fui um jogador qualquer.

  • Como viu a temporada passada do Leixões? Sente que tinha lugar nesta equipa?
  • Foi uma época muito bem conseguida, muito bem trabalhada. Acho que tinha lugar e várias pessoas ligadas ao clube falavam comigo e me diziam que eu lhes fazia falta, mas isso são opções das pesssoas que mandam.

  • Algum plano no futuro para regressar a Matosinhos? Que acontecia se recebesse agora um convite? Em resumo, o que significa o Leixões para o Pedras?
  • Não tenho plano nehum em regressar, mas se recebesse agora não aceitava porque já dei a minha palavra ao Olympiakos. O Leixões para mim é uma 2ª casa porque sou muito bem recebido, dou-me muito bem com toda a gente desde o Presidente ao simples tratador de relva, por isso tem um significado muito especial.

    Aves

  • A ligação ao Leixões terminou numa altura em que o Pedras era uma das maiores promessas em Portugal. Não surgiu um rol de clubes maiores que o Aves interessado em contratá-lo? Os olheiros andam assim tão vesgos?
  • Surgiram vários rumores de clubes de primeira liga mas nada de concreto, e quem me apareceu foi o Aves com as melhores condições.

  • Após várias épocas em Matosinhos chegou então ao Aves, outro emblema nortenho...
  • Do Aves gostei muito das pessoas e deixei ficar lá grandes amigos.

  • No Aves foi utilizado mais como opção para saltar do banco. Acha que tem vocação para arma secreta?
  • Não sei, mas quando entro em campo vou para dar o meu maximo e por vezes até tem dado certo.

    Dr. Sandinenses

  • Como goleador já com bom registo, em que aspectos é que é diferente de marcar golos na Honra ou na 2ªB? Para além, claro, da qualidade dos colegas que tem para o assistir.
  • Torna-se diferente porque as equipas sao melhores, os jogadores são melhores e é uma liga profissional. Quanto mais importante for a competição melhor sabem os golos, apesar de eu gostar de marcar golos até nas férias.

  • A época no Dragões Sandinenses também não foi especialmente profícua. Concorda que atravessava uma fase de menor fulgor da sua carreira?
  • Confirmo. Atravessei uma fase menos boa.

  • Partiu do Dragões Sandinenses para o Metrostars dos Estados Unidos, mas acabou por regressar a Portugal. O que falhou? Com que opinião ficou do futebol nos States?
  • Nos Estados Unidos não fiquei porque nessa altura estava com problemas familiares e tive de regressar o mais depressa possivel. Deixei ficar lá uma boa impressão porque o treinador fazia questão de eu lá ficar.

    Marco

  • A passagem pelo Marco assinalou o seu regresso aos golos em grande quantidade... Haviam indicadores de que o clube ia fechar portas? Foi uma decisão esperada?
  • Na altura que eu fui nada dava para saber que ía fechar portas, bem pelo contrário.

  • Nuno Passarinho, atleta que enfrentou grandes dificuldades ao serviço do Abrantes e do Rio Maior, afirmou ao ForaDeJogo.net que em ambas as experiências o plantel reagiu às adversidades com uma extrema união. Passou-se o mesmo no Marco?
  • O Marco foi dos melhores planteis em que estive.

    Fiães

  • Mais 7 golos e muito boas exibições... Ao fim de duas épocas de bom nível, não apareceu nenhuma oportunidade para saltar de volta aos campeonatos profissionais?
  • Não, porque muita gente pensa que tenho mais idade quando ainda tenho 28 anos. Mesmo assim a oportunidade estava para surgir, só que tinha de esperar porque esse clube estava à espera de outros jogadores, e não quis ser outra vez uma 2ª escolha.

    Vianense

  • Foi com alguma surprnesa que o vimos chegar ao recém promovido Vianense, o que o levou a aceitar o desafio de jogar neste clube?
  • Aceitei porque a equipa técnica depositou muita confiança em mim.

  • Apesar de esquerdino foi usado muitas vezes do lado direito.
  • Sem problema, eu gosto de jogar no lado direito. Gosto mais de jogar no meio, mas se me puserem nas linhas gosto mais da direita, porque como tenho facilidade de remate é melhor flectir para o meio e rematar.

  • Quais as principais mudanças impostas por Rogério Brito, que levaram a que o clube dessa a volta à complicada situação em que se encontrava?
  • O Mister Rogério deu mais confiança aos jogadores, provocando uma coisa que nós não tinhamos, que era união do grupo. Essa foi uma das maiores mudanças e das melhores. A partir daí começamos a encaixar mais fácilmente aquilo que ele pretendia da equipa. E foi assim que tivemos melhores resultados.

    Olympiakos Nicosia

  • Na prática vai ser a sua primeira experiência no estrangeiro. Expectativas?
  • Só quero melhorar o que fiz em relação à época que passou. Vou com calma porque sei que não é fácil a adaptação.

  • Metrostars à parte, já antes tinha recebido algum convite do estrangeiro? Se sim, porque não aceitou?
  • Sim, já recebi uma proposta muito boa da Grécia. Para os Estados Unidos não fui por estar a perder um familiar muito próximo, para a Grécia não fui para ver o nascimento do meu filho.

  • É o 6º clube em 6 anos. Algum motivo para está aparente instabilidade?
  • Há um motivo: os clubes não pagarem. Nos Dragões fiquei com 4 meses em atraso, no Marco fiquei com 7 meses, no Fiães fiquei com 4 meses, no Aves queriam baixar o ordenado e não aceitei, no último ano do Leixões fiquei com 4 meses e apenas porque nos 2 últimos meses pagaram 4, neste último ano que me correu bem e recebi a horas vou embora mas por motivos diferentes.

  • Já teve oportunidade de visitar as instalações do Olympiakos?
  • Ainda não fui para o Chipre.

  • A ida para o Chipre não é um pouco como desistir de uma carreira ao mais alto nível? Vai para um campeonato com pouca visibilidade competitiva...
  • Não estou a desistir de nada. Eu vejo jogadores a irem para o Chipre e a virem para Portugal para jogarem nas ligas. Temos é de dar mais valor ao jogador Português.

    Período de descontos: Conclusões

  • Com base na sua carreira e nas várias equipas por onde passou é capaz de eleger um onze formado com companheiros de equipa, actuais ou no passado?

  • Guarda-Redes Bizarro(Leixões)
    DefesaZé Antonio (Leixões)
    DefesaNuno Silva (Leixões)
    DefesaMarco Aleixo (Leixões)
    Trinco Odé (Leixões)
    Médio Centro Besirovic (Leixões)
    Médio Centro Abílio (Leixões)
    AvançadoPedras  
    AvançadoAntchouet (Leixões)
    AvançadoBock (Leixões)
    AvançadoDetinho (Leixões)

  • E em relação a treinadores, destaca algum?
  • Carlos Carvalhal.

  • Prefere jogar sozinho na frente ou fazendo dupla com outro avançado?
  • Não tenho preferências nesse aspecto, o que quero é jogar!

  • O Pedras é um jogador que dribla bem, muito móvel, rápido e forte. Acha que podia ter tido mais êxito como extremo?
  • Talvez. Mas só se for extremo direito porque não gosto muito de jogar na esquerda.

  • Porque é que acha que os clubes apostam tanto em avançados estrangeiros?
  • Porque os clubes trabalham pouco a nível de formação os avançados. Estão tão habituados a ir buscar ao estrangeiro que nem de dão ao trabalho de dar oportunidades aos Portugueses. Depois claro que faltam avançados na Selecção.

  • A imprensa em geral aponta o dedo aos dirigentes como sendo o pior que há no futebol. Já os adeptos normalmente viram-se mais para os empresários. Finalmente, os jogadores e treinadores costumam muitas vezes acusar a imprensa de criar mitos ou derrubar imagens de equipas. O Pedras já anda neste mundo há algum tempo, o que acha? Algum destes... agentes extra-jogo alguma vez teve influência positiva ou negativa na sua carreira?
  • Da imprensa eu nunca tive problemas, bem pelo contrário, mas de certa forma é ela que faz um jogador, um treinador e pode derrubar equipas. Dos dirigentes e empresários eu não gostaria de falar.

  • Com todas as experiências que já viveu, como encara o futebol hoje em dia? Alguma diferença em relação ao principio da sua carreira?
  • Encaro o futebol sempre com respeito e dedicação porque é o meu trabalho, é o meu ganha pão. A diferença é que já não há dinheiro no futebol. A nível de futebol jogado não se nota muita diferença, hoje em dia está apenas um pouco mais táctico.

  • Certamente que ainda é cedo para pensar seriamente no assunto, mas quando terminar a carreira de jogador vai continuar ligado ao futebol?
  • Gostaria, porque tantos anos ligado ao futebol acho que ía ter muitas dificuldades em me adaptar a outra profissão.

  • Tem 28 anos, uma carreira sólida e em teoria ainda muito para dar ao futebol. Olhando para trás, que época é que mais destaca? E para o futuro, ainda vai regressar em força para atacar a Primeira Liga?
  • A época que mais destaco sem dúvida é da Final da Taça, pelos jogos, pela massa associativa que sempre nos acompanhou em grande número. Pela alegria do grupo de trabalho, por tudo. Gostava de regressar para jogar numa das ligas. Afinal, sou Português e gosto de jogar no meu país.

    O ForaDeJogo.net agradece a disponibilidade de Pedras e deseja-lhe todo o sucesso nesta nova etapa da sua carreira. Esperamos no entanto que retorne brevemente a Portugal e de preferência a uma liga profissional, a fim de continuar a demonstrar que também os avançados lusos têm qualidade. Lançamos já o desafio aos clubes nacionais: quem gostaria de contar com um goleador com mais de 100 golos apontados para os campeonatos?

    Comentários
    grande pedras..... por vilha em 2009-08-25 18:59:38

    mano continua assim k ainda vais triunfar a curto prazo eu faco forca por ti e axo k vais tar en grande ai no cipre.....jogas mt e mts pensam k tax acabado mas continuas vivo pro futebol qeum dera ao leixoes ter um ponta de lanca como tu......abraco cerejo....